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Entrevista com a secretária de Educação sobre o andamento das aulas na rede


Dezenas de matérias sobre os problemas com o ensino à distância têm deixado pais e alunos preocupados. Em todas, o acesso à internet é o ponto principal.

Rede particular

Em Japeri, as escolas particulares se mobilizaram para oferecer as aulas a seus alunos o quanto antes para garantir o processo ao ensino e ter o mínimo de perdas financeiras durante a pandemia.

Rede estadual

O Estado prometeu aos seus alunos cesta básica, chip de internet e aulas online com o mínimo de perdas para os alunos, porém parte das promessas foi cumprida como os chips que não serão mais entregues.

Rede municipal

Já na rede municipal de Japeri pouco se falou sobre as ações e para dar publicidade ao que foi feito, a reportagem do JOL entrou em contato com a nova secretária de Educação, Débora Alves, para saber como estão sendo as aulas na rede.

Segundo a secretária, cada Unidade se organizou de forma a atender a sua realidade. Foram utilizados grupos de WhatsApp, Facebook, material impresso, plataforma de Ensino pelo site da SEMED, seguindo as orientações da Portaria N 01/2020 SEMED/Japeri.

As escolas criaram seus planos de ação a partir da peculiaridade local e criaram estratégias para que essas atividades chegassem aos alunos. Essas atividades são produzidas pelos próprios professores de cada unidade.

A reportagem do JOL conversou com professores da rede municipal que relataram duas realidades diferentes. Se por um lado, algumas escolas têm conseguido uma boa participação, por outro lado a evasão é muito grande.

Ainda segundo a secretária, a SEMED disponibilizou em seu site, materiais complementares para os professores da rede.

Confira a entrevista com a secretária Débora Alves:

JOL – Como está sendo feita parte de alimentação dos alunos?
Secretária Débora Alves – Considerando o cenário devido à pandemia do coronavírus COVID-19, o que ocasionou a suspensão das aulas presenciais desde o mês de março do ano em curso, a equipe de Nutrição juntamente com a Secretária de Educação e com o CAE fizeram algumas reuniões nas quais ficou decidido a formação de kits alimentares com os itens alimentícios que estavam remanescentes nas despensas das U.Es.
Esses kits foram distribuídos com ajuda da Secretaria de Assistência Social e os demais envolvidos acima citados. Devido à quantidade dos gêneros remanescentes em estoque, adotou-se, nesse momento, o critério de atender aos alunos de famílias em situação de extrema pobreza que possuem maior número de alunos matriculados na rede.

Em seguida, atendendo as determinações da Lei n° 13.987/20, que autoriza a distribuição de alimentos aos alunos com recursos do PNAE por meio de kits de gêneros alimentícios para atender as necessidades nutricionais do alunos no período que estariam sendo atendidos na escola e, seguindo aos critérios estabelecidos na Resolução FNDE nº 2 de 09 de abril de 2020, a equipe de Nutricionistas realizou cálculos para a composição desses kits para atender a todos os alunos da rede municipal de ensino, matriculados na Educação infantil, Ensino fundamental e EJA, além dos alunos com necessidades alimentares especiais. A equipe apresentou 3 opções de composição e, através de reunião com a Secretária de Educação e representantes dos Conselhos CME e CAE. Em seguida, foi aberto um processo licitatório para aquisição desses kits, que encontra-se em fase final de tramitação.

JOL – E o acompanhamento pedagógico, existe algum dado de participação dos alunos?

Secretária Débora Alves – As Unidade de Ensino com a participação do seu corpo docente planejaram e organizaram as atividades escolares de forma que se preserve o padrão de qualidade do processo de ensino e aprendizagem.

Quanto aos dados referente a participação dos alunos, a Secretaria de Educação está aguardando o relatório solicitado aos gestores no dia 22/05, com data de entrega prevista para o dia 25/05.

JOL – Os alunos que não têm internet estão sendo atendidos com material impresso?

Secretária Débora Alves – As Unidades de Ensino estão oferecendo material impresso aos alunos que não tem acesso a internet. Tais medidas estão previstas na Portaria SEMED Nº 01/2020, Art. 3º parágrafo 2º: Nos locais de difícil acesso, onde houver impossibilidade de acompanhamento aos estudantes, deve-se garantir que não haja prejuízos aos mesmos.

JOL –Qual é o retorno de professores e pais de alunos sobre as aulas?
Secretária Débora Alves – Estamos aguardando o relatório dos Gestores com essa informação.

JOL – Como não tem um padrão estabelecido, como serão feitas as avaliações desses alunos?

Secretária Débora Alves – A Secretaria de Educação acredita que diante de toda esta situação que se apresenta a partir da pandemia de Covid-19, não é possível manter uma avaliação somativa contida em nosso regimento escolar, por entender que atendemos famílias com rotinas diferentes e que neste momento uma avaliação somativa pode trazer prejuízo no resultado final dos alunos, então, até que seja possível o retorno presencial, as avaliações serão formativas, prezando a participação, interação e produção dos alunos em relação as atividades propostas para o regime domiciliar.

JOL – Haverá alguma reposição de aulas no retorno ou a prefeitura está dentro dos 200 dias de aulas previstos em lei?

Secretária Débora Alves – Foi publicada a Medida Provisória nº 934, de 1º de abril de 2020, que “Estabelece normas excepcionais sobre o ano letivo da educação básica e do ensino superior decorrentes das medidas para enfrentamento da situação de emergência de saúde pública de que trata a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020. Para a Educação Básica, significa que as 800 horas da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio poderão ser distribuídas em um período diferente aos 200 dias letivos. A carga horária é definida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, LDB. As instituições vinculadas ao Sistema Municipal de Japeri, estão reorganizando suas atividades escolares em regime especial domiciliar.





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