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Publicado em 23/12/2015

Aedes aegypti: conheça-o e evite-o



O Brasil está preocupado com o zika vírus e seu potencial patogênico. Autoridades de saúde externam uma correta posição cautelosa ante o desconhecimento científico que (ainda) cerca este agente infeccioso e seus efeitos no organismo humano.

As redes sociais, por outro lado, repercutem e compartilham as mais variadas e contraditórias informações, procurando, cada uma, ganhar credibilidade científica das formas mais imaginativas possíveis. Todas, claro, garantido que a sua fonte é “quente”, segura e confiável.

Boatos e mais boatos. Muita informação real mesclada com desinformação. E as pessoas que, com razão, buscam atualizações seguras, ficam perdidas no meio de tantas notícias.

Fato é que esta é, no mundo, a primeira grande epidemia de zika vírus com este enorme e preocupante número de recém-nascidos afetados com microcefalia. Cientistas e pesquisadores estão estudando e procurando entender quem é esse vírus e seu potencial para causar doenças. Não há ainda respostas para tantas perguntas. Por isso a cautela é necessária.

Mas temos suficientes informações sobre um agente fundamental nesta cadeia de transmissão: o Aedes aegypti, que é o mosquito vetor. Este mosquito é conhecido dos brasileiros desde o início do século passado. Já foi extirpado das nossas cidades, mas com urbanização caótica e desorganizada voltou com tudo. Hoje está espalhado por todo o território nacional e é capaz de transmitir 4 vírus: febre amarela, dengue, chikungunya e o zika.

Se um extraterrestre chegasse aqui e procurasse entender este mosquito, afirmaria ser IMPOSSÍVEL que um organismo minúsculo e frágil como este pudesse causar tamanho transtorno, matando pessoas ou as deixando com sequelas para o resto da vida.

Vamos entender. Deixamos água empoçada, onde a fêmea deposita seus ovos, que viram larvas e depois mosquitos adultos. Quem pica as pessoas é a fêmea. Uma fêmea é capaz de picar, em média, 300 pessoas durante sua vida. Quanto tempo dura a vida deste mosquito? APENAS 45 dias. Isso significa que neste período ela tem que picar alguém contaminado. Depois deve picar outra pessoa suscetível. Nesta picada é que inocula o vírus que carregou. Detalhe importante: a autonomia de voo do Aedes é muito pequena: APENAS de 50 a 100 metros ao redor de onde nasceu.

Juntando tudo, parece impossível: um mosquito que voa num raio de APENAS de 50-100 metros ao redor de onde nasceu e que vive APENAS 45 dias tem que picar, neste período, uma pessoa contaminada para então passar para outras 300 pessoas, que é o número de picadas que dá ao longo de sua curta vida.

É o que está acontecendo em todo o território nacional.

Portanto, até que especialistas nos forneçam informações seguras e corretas, cientificamente embasadas sobre o comportamento do Zika, o melhor é nos precavermos das picadas do Aedes. Este “inimigo” conhecemos bem. Portanto:

JAMAIS deixe água estocada em casa. Veja se os seus vizinhos estão colaborativos e também conscientes. Verifique espaços públicos perto de sua casa. Avise as autoridades competentes, caso necessário. Exerça seus direitos de cidadão.

Coloque telas de proteção em portas e janelas da sua casa. Mosquiteiros nas camas e, principalmente, nos berços dos bebês.

Use repelentes à base de icaridina, que é o mais seguro e eficaz.

Eliminar o Aedes aegypti significa diminuir radicalmente o número de pessoas infectadas e doentes, com todas as complicações, mortalidade ou sequelas por dengue, febre amarela, chikungunya e zika. Faça sua parte.




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