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Publicado em 04/11/2015

É possível comer o que eu gosto sem riscos para a saúde?



Muita polêmica aconteceu no mundo inteiro, nas últimas semanas, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS), órgão absolutamente idôneo e acima de qualquer suspeita, alertou  em alto e bom som que o consumo de carne processada – entenda-se: salsicha, bacon, linguiça e presunto, entre outras – aumenta a incidência  de câncer, especificamente do câncer de cólon e reto, mas  também de pâncreas e próstata.

Mais uma com que se preocupar. Mais um grupo de alimentos que nos dá muito prazer e que entra para as listas dos “proibidos”, “não saudáveis” ou “evitem a qualquer custo”. Ou porque engordam ou porque causam doenças.

Para os que gostam de uma boa e saborosa mesa, não está nada fácil. Afinal, já estão neste grupo – cada vez maior, diga-se – delícias como batata frita, pastéis, coxinhas, empadas, pizzas, bife à milanesa, picanha mal passada, hambúrguer, sorvetes, doces, bolachas recheadas, bolos, cup cakes, refrigerantes e muitos outros que literalmente dão “água na boca”. Sim, vamos combinar que por mais deliciosos que sejam, não dá para ter “água na boca” quando vemos brócolis, cenouras ou tomates fresquinhos.

Pessoas comentam que ao invés de convidar amigos para almoçar ou jantar deveriam dizer: “vamos nos nutrir?”

O que fazer para sobreviver em um mundo onde a propaganda e programas que estimulam o consumo de alimentos deliciosos invadem nossas casas cotidianamente, ao mesmo tempo em que somos instigados a ter um corpo esbelto, musculoso, sem nenhuma dobrinha de gordura assombrando nossos olhos? Mais ainda: como comer sabendo da possibilidade de que, por causa disso, poderemos adoecer cronicamente?

Comer o que é gostoso é bom, prazeroso, agradável e faz bem para o espírito. Isso é um fato. Mas viver bem, com saúde, alegria e qualidade de vida, longe de hospitais e de remédios é essencial e o mais desejado por todos.

Como conciliar? Só há uma forma: no ponto de equilíbrio. Exatamente assim: cada um tem seu corpo, sua genética, seu ambiente e seus hábitos de vida. Ninguém, absolutamente ninguém, mesmo que more na mesma casa e durma sob o mesmo teto, é igual. Somos fundamentalmente diferentes. Por isso, cada um tem que entender quem é, quais são as próprias fragilidades corpóreas que demandam mais cuidado, quais os exames que estão alterados, qual sua forma física, seu índice de massa corpórea e quais as vantagens biológicas que possui. Com base nisto, defina seu ponto de equilíbrio. Consuma o que for bom e saudável para você, permitindo-se, quando possível, o que não for considerado muito “correto”, com segurança e tranquilidade. Difícil pensar a vida sem uma batatinha frita, uma coxinha, um churrasco ou um cachorro quente de vez em quando, não é mesmo?

Comer gostoso e nutrir-se saudavelmente é possível. A recomendação da OMS é um alerta apenas, e não uma proibição absoluta. Encontre seu ponto de equilíbrio nesta vida e siga feliz e saudável. Por muitos e muitos anos.

 




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