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Publicado em 28/10/2015

Um alerta: a gonorreia está mais difícil para tratar



O medo de se contaminar com o HIV mudou os hábitos de muitas pessoas. O uso da camisinha tornou-se universalmente reconhecido como uma forma bastante eficaz para  evitar a contaminação por este e outros agentes causadores de doenças sexualmente transmissíveis (DST) .

Resultado: a preocupação com a prevenção fez diminuir a incidência das DST. O tempo foi passando, a ciência evoluiu e os novos medicamentos atualmente disponíveis garantem a vida para muitos portadores deste vírus. Excelente!

No entanto, para as novas gerações que não viveram o sofrimento dos que adquiriram Aids em uma época em que não existia tratamento, esta doença se coloca agora em uma remota e improvável dimensão que não ameaça sua realidade contemporânea. Com isso, todos relaxaram na prevenção, “esquecendo” de se proteger com a camisinha. A consequência não poderia ser outra: aumento das DST e, dentre elas, a outrora “inofensiva” e “facilmente tratável” gonorreia.

Importante saber, no entanto, que a bactéria causadora da gonorreia também é um ser vivo e, portanto, também evolui na busca pela própria sobrevivência. Por isso voltou com tudo e muito mais agressiva. Exatamente assim: voltou muito mais resistente aos mais modernos antibióticos. Com isso, consegue se proliferar mais facilmente entre os que “esquecem” ou não fazem questão do preservativo. E está muito mais difícil de tratar.

Dados do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças apontam que o número de casos de gonorreia aumentou 79% desde 2008 na Europa. Recentemente houve, na Inglaterra, um surto de gonorreia resistente a azitromicina, antibiótico comumente utilizado para tratá-la. No Brasil, a orientação lançada há alguns dias pelo Ministério da Saúde alterou o tratamento até então considerado padrão, contraindicando o uso da ciprofloxacina como droga de escolha nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, pela constatação de bactérias resistentes.

Fiquem atentos aos sintomas: nos homens, um dos primeiros sinais é a dor para urinar. Na sequencia, pode surgir uma secreção purulenta que sai da uretra. Nas mulheres, porém, a gonorreia pode ser assintomática, isto é, sem nenhum sintoma aparente, ou se manifestar como um corrimento vaginal. Quando não tratada pode acometer as trompas e até levar à esterilidade. Esta bactéria também pode ser transmitida pelo sexo oral, levando a lesões na garganta. Se a secreção contaminada atingir os olhos, pode causar conjuntivite.

Colocar a camisinha ainda é – e por muito tempo ainda será- a melhor e mais segura maneira para garantir sua saúde e, claro, sua capacidade para fazer sexo por muito mais tempo! Pense nisso!

 




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