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Publicado em 30/09/2015

O que você faz quando está com raiva?



Você está no cinema prestando atenção, concentrado e emocionado com o filme. De repente algumas pessoas começam a conversar alto, nas cadeiras de trás, sobre outro assunto, impossível não ouvir, atrapalhando e desviando sua concentração. Você pede silêncio e, não obstante, a conversa alta continua. Você insiste no pedido, desta vez com a voz mais elevada e vigorosa. Recebe a seguinte resposta: “deixa de ser estressado”, em tom irônico, e a conversa, agora com risadas, continua. Qual sua atitude?
 a) levanta, começa a gritar em voz muito mais alta para eles “calarem a boca” e, se for o caso, avança e parte para a briga.

b) levanta e muda de lugar.

c) tenta contar até 10 e se concentrar novamente no filme.

d) sem dirigir novamente a palavra às pessoas que incomodam, levanta e vai chamar o gerente do cinema para resolver a situação.

 Todos já sentimos raiva alguma vez na vida. Pelas mais variadas razões. Fato é que quando a raiva chega, por quaisquer causas, o organismo libera uma cascata de hormônios de estresse, destacando-se a adrenalina, que acelera os batimentos cardíacos e os movimentos respiratórios. As pupilas se dilatam e os músculos ficam tensos, preparados e com a potência necessária para iniciar uma luta. Num certo sentido, portanto, o sentimento de raiva “protege” nosso organismo e nos deixa mais fortes para fazer prevalecer o próprio território, seja ele de origem emocional ou material.

 Na natureza, lutar para se proteger é essencialmente vital. Nós, humanos, porém, evoluímos muito com a aquisição da racionalidade. É isso que nos diferencia de todos os outros seres vivos. Adquirimos a capacidade de pensar e, por conseguinte, a capacidade de entender com a razão as circunstâncias que nos cercam, inclusive as que nos instigam a lutar. 

 Há várias maneiras de se lidar com a raiva. No exemplo acima, quem respondeu a alternativa A optou por deixar a razão e o pensamento lógico de lado e deixar “o sangue subir à cabeça”, como popularmente se diz. Não é a melhor solução. O organismo preparado para a luta extravasa em gritos ou em socos e pontapés toda a adrenalina acumulada. Isso pode dar a sensação imediata de “alívio”. Mas os estragos posteriores podem durar para sempre e podem ser irreversíveis. E os riscos que se corre são enormes.

 Quem optou pela alternativa B conseguiu ter domínio emocional da situação e optou pelo caminho menos tortuoso. Fugiu da briga? Pode ser. Mas se estiver confortável com essa decisão, ainda mais se consegue se considerar superior aos “ridículos” que não estavam entendendo ao filme, tudo bem e tudo certo, desde que a adrenalina liberada não extravase em outro momento e com quem não teve nada a ver com isso.

 A alternativa C talvez seja a mais difícil. Exige uma capacidade de concentração e de domínio das próprias emoções que pouquíssimas pessoas têm, sem treinamento específico. Praticantes de meditação, altamente evoluídos e com controle do que pensam e sentem, os monges tibetanos conseguiriam facilmente fazer isso. Mas muito possivelmente não caberiam no exemplo, pois dificilmente estariam assistindo a um filme comum. Os que optaram pela alternativa D agiram com a razão pura e a lógica do mundo civilizado, onde as regras de convivência em sociedade devem ser cumpridas e preservadas sob quaisquer circunstâncias postas. Optou-se, aqui, pelo enfrentamento racional, onde os direitos civis de todos são mutuamente respeitados. Desde que os responsáveis pelo cinema tomem, com a autoridade que lhes é imputada, a atitude correta, claro, assumindo o controle da situação e retomando o silêncio da sala. Racionalizar as emoções não é fácil. Exige controle e treinamento. Use sua imaginação e veja como você pode conseguir isso. Vale a pena tentar.

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/1.html




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