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Qual é a sua expectativa de vida?


Temos muitas expectativas na vida. Na verdade, passamos boa parte de nossa existência buscando satisfazer nossas expectativas. Mas ter uma expectativa de vida longa e principalmente com saúde, não depende só de cada um de nós. O “destino” pode ser determinante de muitas variáveis de uma equação que nos faz viver mais, com maior qualidade nos nossos dias da vida. Uma destas muitas variáveis depende do local geográfico em que nascemos. Exatamente isso.Nesta última quinta-feira dia 01/12 o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a expectativa de vida dos brasileiros: 75,5 anos. Estamos indo bem, se considerarmos que em 1940 era de (apenas) 45,5 anos. No entanto, estamos indo mal, pois ainda estamos em 62a posição no ranking mundial.Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o Japão é o país com maior expectativa de vida (83,7 anos) e, em segundo lugar, vem a Suíça, com 83,4 anos.Em todos os países, a expectativa de vida média das mulheres ( 73,8 anos) é maior que a dos homens (69,1 anos).O Brasil é um país continental e temos diferenças regionais importantes. Por isso, outra variável do “destino” é o Estado brasileiro em que se nasce. O Estado do Maranhão é o que tem a menor expectativa de vida: 70,3 anos. O Estado de Santa Catarina, por outro lado, é o que apresentou a maior esperança de vida: 78,7 anos. Na teoria é assim. Mas o “destino” pode de novo aparecer e atrapalhar todas as estatísticas. Basta que  um indivíduo irresponsável coloque o mínimo de combustível num avião que transporta pessoas de todas as idades, dentre as quais representantes de um time de Santa Catarina, jovens atletas com muitos sonhos  e muita esperança de uma vida com sucesso pela frente. O sonho, a esperança e as vidas terminaram, no seu florescer,  em destroços espalhados a alguns metros da pista.As descobertas científicas fazem nosso conhecimento médico progredir, objetivando aumentar e melhorar a qualidade de vida de todos. Isso é essencial e extremamente importante. Muitas doenças que antes eram fatais hoje já estão controladas.No entanto, de nada adianta ter conhecimento e tecnologia de última geração se as pessoas não tiverem acesso pleno e igualitário à saúde de qualidade máxima.Além disso, enquanto algumas pessoas forem dominadas pela ganância, visando apenas os próprios interesses, com total irresponsabilidade para com os outros, a esperança e as expectativas de muitas vidas acabarão irrecuperavelmente destroçadas. Vale para todos. Políticos, principalmente.

http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/





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