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Forças Armadas X Aedes + brasileiros: quem vai ganhar essa?


As Forças Armadas têm a nobre missão de  defender o território nacional e a todos nós, brasileiros. Todos os militares são treinados, com criteriosa ordem e organização de funções, para combater quem quer que ameace a paz e a soberania da Pátria. Para tanto, é natural que tenham à disposição navios de guerra, caças, tanques e um  arsenal de armas e munições sofisticadas e modernas o suficiente para garantir a segurança.

No entanto… agora saem em uma missão inusitada, de extrema importância, não obstante muito possivelmente inglória, isto é, sem chance de vitória, eventualmente mortal e a um tempo aparentemente contraditória.

Quem vão combater? Quem são os “inimigos”? São dois:

1. Aedes aegypti. Um mosquito de no máximo 0,5 cm de tamanho, que vive só por 45 dias e que só consegue voar em um raio de no máximo 300 metros do local onde nasceu. Mosquito que podemos matar com a palma das mãos em um “tapa” certeiro, sem precisar de fuzis, mísseis ou torpedos. Detalhe importante é que este mosquito pode carregar dentro de seu frágil – porém extremamente resistente –  corpo 4 armas poderosas: os vírus da dengue, chikungunya, zika e também da febre amarela.

Estas armas são mortais. Estes vírus acometem, debilitam ou matam  quaisquer pessoas de quaisquer idades: bebês, crianças, jovens, adultos ou idosos, que por eles forem acometidos. Entre tantos outros sintomas, os vírus da dengue e da febre amarela, por exemplo,  podem fazer o organismo perder sua capacidade de coagulação, levando a sangramentos incontroláveis e mortais sem que as pessoas tenham levado um único tiro. O zika sequela bebês ainda no útero materno, deixando-os irreversivelmente incapacitados para uma vida com qualidade. O vírus chikungunya pode dar dores articulares comprometedoras. Potentes armas biológicas, portanto.

Mas há o segundo “inimigo”:

2. Os brasileiros. Como? As Forças Armadas “combatendo” os brasileiros? Não seria contraditório? Não exatamente. Pois neste momento nossas Forças Armadas “combatem”   grupos de brasileiros que tem as seguintes peculiaridades:

– Os  que jogam indiscriminadamente lixo nas ruas, nos matos, nos terrenos baldios ou nos próprios quintais, junto com vasos de plantas não cuidados, à mercê das fêmeas do Aedes, ávidas por colocar na água acumulada seus milhões de ovos.
  Soldado distribui panfleto sobre Aedes aegypti no Rio de Janeiro
– Os que estão investidos do poder público e não o exercem para o bem de todos: trata-se aqui dos que foram eleitos ou nomeados para garantir melhores condições de vida, educação e saúde para a população, o que significa: providenciar a limpeza das ruas, dos matos, dos rios e de onde mais houver lixo acumulado; garantir fácil e rápido acesso  à saúde e promover a saúde de qualidade para todos; garantir educação de excelência para todas as crianças e garantir condições de moradia dignas, entre tantas outras missões.

As nossas Forças Armadas foram chamadas pois a situação exige um treinamento de guerra. Combaterão o Aedes e os brasileiros que deixam lixo nas ruas e água estocada nas casas e os que não executaram dignamente suas funções públicas para as quais foram eleitos.

Faça as contas: 3 dias depois dos mosquitos se tornarem adultos, as fêmeas estão prontas para procriar. A fêmea pode guardar o esperma do macho em sua espermoteca para a formação de mais mosquitos posteriormente. Segundo a Fiocruz, cada fêmea pode colocar até 1500 ovos durante sua vida (de no máximo 45 dias). Um ovo do Aedes leva uma média de 10 dias para se tornar um mosquito viável.

Nossos militares estarão apenas “armados” com  cartilhas educativas e orientações pertinentes. Sem metralhadoras, tanques, navios ou aviões de guerra. Apenas com informação em saúde e muita disposição para orientar e ajudar.

Quem vencerá essa batalha?

Fotos: Leo Correa e Silvia Izquierdo/AP Photo

Fonte: http://g1.globo.com/bemestar/blog/doutora-ana-responde/





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